sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Religião do capeta é aquela que precisa do capeta para sobreviver

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Que Capeta é este?

 – por Alexandre Cumino


Estes dias ouvi numa rádio um programa religioso de um outro segmento em que um "pastor" conversava com um ex-praticante de Magia Negativa. E os dois iam falando do diabo, falando do capeta, falando do tinhoso e dizendo que o espiritismo, a umbanda e o candomblé servem ao capeta. O ex-mago negativo dizia que trabalhou com mãe menininha, que trabalhou com Chico Xavier, que foi Maçom, foi tudo e que tudo era magia negra. Que todos serviam ao dito cujo.

Eu poderia ficar com raiva, poderia querer processar, poderia querer briga com o tamanho dos absurdos que ouvi.

Mas é tamanha a ignorância, é tamanho o desconhecimento do que está falando, é tão ridículo fazer estas afirmações, que a gente deveria apenas ter dó e ter pena de gente que usa de tais palavras para denegrir as praticas religiosas alheias.

Então não quero mais briga, não quero mais passar raiva, não quero mais confronto quero apenas estar junto de meus irmãos trabalhando o conhecimento, a cultura e a informação que tornam tão ridículas estas afirmações.

Religião do capeta é aquela que precisa do capeta para sobreviver. O "capeta" é alguém contratado para manter vivas as religiões que vivem do exercício de combatê-lo. Elas pagam para o capeta assombrar seus fiéis e terem o status de mandá-lo embora.

Religiões que criam o medo em seus fiéis só para poder vender a cura do que eles mesmas criaram.

Discursos teológicos infernais que alimentam o preconceito, a ignorância, o separativíssimo, o sectarismo, e principalmente o medo. Da mesma forma, pela mesma fórmula, alguns se sentem os heróis os destruidores do mal, os caça capeta por estarem dentro de um contexto em que o capeta é quem arregimenta seus fiéis. Se todos chegam com medo do capeta, então é o capeta que está a seu serviço lhe encaminhando fiéis.

Na Umbanda não temos o capeta, não lutamos contra o capeta e não usamos o capeta para arregimentar fiéis.

Como diria o saudoso Pai Francelino de Xapanã, que negócio é este? Que capeta é este que toda semana é expulso da Igreja e toda semana ele está de volta para ser expulso outra vez?

Que capeta é este?

Eu não sei!!!

Mas se ele existe seu nome deveria ser ignorância, ego, vaidade, cobiça, desamor e etc. Combater isso como um agente externo, pode funcionar de forma temporária.

Todos que estudam um pouquinho mais sobre o ser humano e sua psique sabem que lutar contra a sua sombra só faz ela crescer mais e mais.

Estão surgindo líderes religiosos com sombras gigantes, com sombras cada vez maiores, que exigem deles uma luta constante e ininterrupta. O que é muito desgastante, cansativo e que mais hora, menos hora acaba fugindo ao controle.

Lutar contra a sombra, cria uma dissociação do ser, tudo isso faz parte de nós e deve ser conhecido, assumindo a reponsabilidade por nossos atos movidos por nosso amor ou por nosso desamor, por nosso saber ou por nossa ignorância, por nossa fé ou por nossa ilusão. Devemos conhecer nossa sombra e colocar luz acima de nossas trevas. Devemos nos conhecer e curar nossos desequilíbrios, medos e frustrações.

Colocar a culpa no capeta é fácil, no entanto trará muitos problemas para o futuro, pois todos que colocam a “culpa” de seus atos num agente externo estão perdendo a oportunidade de se conhecer e assumir as rédeas de sua vida.

Colocar a culpa em alguém tira de si mesmo a oportunidade única de assumir a responsabilidade por seus atos e distancia a oportunidade de perdoar a si mesmo e perdoar o outro. Por isso ilusão e fanatismo estão sempre de mãos dadas.

Todos que dão à um agente externo o poder de suas vidas estão combatendo a si mesmos eximindo-se da responsabilidade das escolhas que fez e faz na vida. Então tudo que é negativo se torna uma tentação e a única maneira de sobreviver é estar 24 horas em guerra consigo mesmo, a única saída é o fanatismo total. E quem está constantemente em guerra consigo mesmo não consegue perdoar de jeito nenhum que vive em PAZ. Quem vive em guerra, quem está no inferno quer infernizar a vida de quem vive em PAZ. Então a forma de infernizar é tentar condenar ao inferno todos que não estão no mesmo inferno que eles.

Certa vez li um conto de duas crianças que se embriagaram na adega da família e uma criança embriagada gritava para a outra fazer silêncio e assim era a forma delas terem silêncio, na sua embriaguez, uma gritando com a outra, este era o seu silêncio. Assim é a paz e o reino dos ignorantes que passam os dias gritando o nome do senhor, expulsando o capeta e mandando em bora uma patê de si mesmo que deveria ser conhecida. Estas religiões que vivem de expulsar o capeta devem sobreviver mais uma ou duas gerações. Pois você expulsa o capeta na igreja e ele pega você em casa, pode-se disfarçar e mentir para um pastor. Pode-se enganar uma comunidade, pode-se fingir ser santo para pessoas desconhecidas, mas é impossível fazer isso com seus filhos. A criança sabe se esta religião faz de seus pais pessoas melhores, mais amorosas ou não. E para a criança a única coisa que importa é se seus pais são ou não amorosos.

Haverá uma nova geração, dos filhos de pais que passaram seus dias expulsando o capeta e colocando a culpa de seus atos no diabo, vamos ver como vão crescer estas crianças e quais serão suas escolhas espirituais. Daqui uns trinta anos veremos o futuro daqueles que lutam contra a própria sombra e tentam assombrar todos que não compartilham da mesma dissociação de identidade1-1

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Umbanda é Religião? Ela pode ser discriminada e agredida?

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"UMBANDA NÃO É RELIGIÃO" SENTENCIA JUIZ FEDERAL
Uma tentativa do Ministério Público Federal (MPF) de retirar do YouTube uma série de vídeos com ofensas à umbanda e ao candomblé resultou em uma decisão polêmica: a Justiça optou por manter a exibição das imagens e ainda salientou que "as manifestações religiosas afro-brasileiras" não podem ser classificadas como religião.
Em decisão de 28 de abril de 2014, o juiz Eugênio Rosa de Araújo, titular da 17ª Vara Federal, afirmou que as crenças afro-brasileiras "não contêm os traços necessários de uma religião". De acordo com o magistrado, as características essenciais a uma religião seriam a existência de um texto base (como a Bíblia ou Alcorão), de uma estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado.
"Se o Juiz tivesse simplesmente negado que havia ofensa nos vídeos já seria uma decisão lamentável. Mas ele foi além. Em poucas linhas, resolveu ditar o que seria ou não uma religião, o que nos pareceu um absurdo", disse à Folha o procurador Jaime Mitropoulos, que apresentou um recurso contra a decisão da 17ª Vara Federal.
Procurado pela Folha, o juiz Eugênio Rosa de Araújo preferiu não falar sobre a decisão. Nos vídeos denunciados pelo MPF, pastores evangélicos associam praticantes de umbanda a uma legião de demônios. Também fazem comparação semelhante com o culto aos orixás característico do Candomblé.
A ação do MPF teve origem em uma denúncia da Associação Nacional de Mídia Afro, que pedia a exclusão dos vídeos citados do YouTube pelas ofensas disseminadas contra as religiões com raízes africanas.
No início de 2014, o MPF chegou a recomendar que a representação do Google no Brasil deletasse os vídeos. Entretanto, segundo a Procuradoria, a empresa se negou a atender a orientação. A partir daí, o caso foi encaminhado à Justiça



VAMOS NOS UNIR, APOIE ESTA CAMPANHA:

Eu já assinei.
 Daniel Vinhas

terça-feira, 1 de abril de 2014

https://gplus.to/antibibliolatria Nova comunidades

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De todas idolatrias a mais perigosa e nefasta é fazer de um Livro um deus.

Sobre esta comunidade

Universo é Grande, Deus é maior, não pode ser feito de pedra, nem ouro, nem de papel. Idolatrar livros sagrados como se Deus fosse obrigado a seguir o que a Humanidade escreve sobre ELE, não é apenas ignorância, mas pretexto para racismo, violência e fanatismo.

 
 
. . . .

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Origens Míticas e históricas da Umbanda

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Na Maioria das Religiões é comum sua origem estar repleta de "fatos não objetivos". Relatos milagrosos, heróicos e sem comprovação histórica é a regra. Isto é da Natureza Humana e não estamos aqui para criticar ou desvalorizar nenhum "testemunho" seja ele histórico, objetivo ou subjetivo, místico ou milagroso.
Mas as "Origens da Umbanda" também tem uma diversidade de relatos e versões, todas estas versão são aqui analisadas com o mais alto respeito aos mais velhos, aos guias, Orixás e a Deus.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Corrente Mediúnica - A Diversidade é Nosso Tesouro.

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Somos ao mesmo tempo todos iguais e tão diferentes uns dos outros.
Na Corrente Mediunica somos diferentes, cada um com seus dons, talentos, seus defeitos, manias e desafios.
Somos todos irmãos, somos todos devedores, todos são importantes e úteis, seja você cambono de sustentação, medium incorporante, porteira, pai pequeno, ogã, etc.
Se filho de qual orixá for, não existe ninguém maior ou menor.
O mais Importante para se ter na mente e no coração:
SOMOS DIFERENTES, MAS NOSSAS DIFERENÇAS NÃO NOS FAZ DESIGUAIS.

A corrente Mediunica de Umbanda

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Bater Cabeça - Um por todos- Todos por Um Ideal
Existe uma razão simples para que o ritual (gira ) de umbanda não seja seja um ato de magia isolado como remete o imaginário da magia e do encantamento dos Grandes Magos do Passado.
Nenhum médium por mais dotado de faculdades mediúnicas, magísticas e conhecimento teria mais "força" que um grupo unido, fraterno e focado tal qual o lema dos Mosqueteiros "Um por Todos e Todos por Um".
Mesmo que este grupo seja formado por seres humanos normais, com suas dúvidas, receios, necessidade de reforma íntma do carater e com muita coisa ainda por aprender.
Felizmente somos imperfeitos e necessitamos do irmão (nosso próximo) e do convívio para executar a tarefa de servir a Deus e auxiliar nossos guias e assim redimir faltas anteriores e aparar nosso orgulho, nossa vaidade e vencer as barreiras do egoísmo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

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Um marco na História da Umbanda no Brasil o 1º Congresso foi um ato Histórico, Social e Espiritual. O Programa do 1.° Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda:

a) HISTÓRIA — Investigação histórica em torno das práticas espirituais de Umbanda através da antiga civilização, da da idade média até aos nossos dias, de modo a demonstrar à evidência a sua profunda raiz histórica.
b) FILOSOFIA — Coordenação dos princípios filosóficos em que se apoia o Espiritismo de Umbanda, pelo estudo de sua prática nas mais antigas religiões e filosofias conhecidas, e sua comparação com o que vem sendo realizado no Brasil.
c) DOUTRINA — Uniformização dos princípios doutrinários a serem adotados no Espiritismo de Umbanda, pela seleção dos conceitos e recomendações que se apresentarem como merecedoras de estudo, para o maior esclarecimento dos seus adeptos.
d) RITUAL — Coordenação das várias modalidades de trabalho conhecidas, afim de se proceder á respectiva seleção, e recomendar-se a adoção da que for considerada a melhor delas em todas as tendas de Umbanda.
e) MEDIUNIDAOE — Coordenação das várias modalidades de desenvolvê-la e sua classificação segundo as faculdades e aptidões dos médiuns.
f) CHEFIA ESPIRITUAL — Coordenação de todas as vibrações em torno de Jesus, cuja similitude no Espiritismo de Umbanda é "Oxalá", o seu Chefe Supremo.



Recomendo o Link para o documento histórico http://povodearuanda.files.wordpress.com/2011/01/federac3a7c3a3o-espirita-de-umbanda-primeiro-congresso-brasileiro.pdf

A Magia de Umbanda - por Paula Monteiro

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O livro de Paula Montero traz original e preciosa informação sobre um significativo segmento das terapias alternativas oferecidas aos brasileiros.
Da doença a desordem
constitui rigorosa analise das práticas terapêuticas da Umbanda e da cosmovisão que inspira a sua interpretação etiológica da eclosão de moléstias. Os estudiosos do que se poderia chamar de pluralismo terapêutico usam diversas designações para indicar as

outras terapias, as que não são oficiais e nem consideradas científicas. Assim, expressões como "medicinas alternativas", "terapias marginais", "medicina popular" e "medicina de Folk" sic) empregadas em diferentes contextos sociais. Qualquer destas expressões, inclusive a de "terapias religiosas", pressupõe não apenas o pluralismo terapêutico, mas a existência de um referencial indispensável para a configuração de uma outra medicina: a medicina oficial. Realmente, a constituição e o reconhecimento de uma medicina alternativa não poderiam se estabelecer sem sua lógica alteridade em relação ao sistema da medicina oficial, de seu saber e de sua prática socialmente privilegiados. Face aos característicos da Umbanda, aprofundou a autora as noções de cultura popular, ideologia e relações de poder. Ao estudar a Umbanda opta por uma postura metodológica bem adequada ao feitio das terapias religiosas no Brasil. Não cuidou, nem empírica, nem metodologicamente, de procurar terapias que antropólogos e sociólogos consideram resquícios do rural e do passado, formas de sobrevivência fadadas a desaparecer com o processo de urbanização e desenvolvimento industrial. A hipótese central de seu livro, pelo contrario, refere-se ao surgimento crescente de terapias que se desenvolvem em áreas metropolitanas e em cidades medias, afetando amplas parcelas da população. A elaborada interpretação das

moléstias pela visão umbandista do mundo constitui o universo privilegiado da observação e da rica analise antropológica da autora.



1 O PROCESSO DE DESAGREGAÇÃO DAS TERAPÊUTICAS TRADICIONAIS .............................................................................. 13
II O CAMPO DA SAUDE E O PODER DE CLASSE ....................... 65

1. A prática médica e o atendimento das camadas po-

pulares ............................................................................................ 75

2. A prática médica e a percepção popular da doença ............. 86

3. Medicina mágica e medicina oficial: o conflito de competências 105

III A PERCEPÇÃO POPULAR DA DOENÇA E SUA REIN-

TERPRETAÇÃO RELIGIOSA .................................................... 117

1. Da doença a desordem ............................................................. 118

2. A cura mágica ........................................................................... 129

3. Da fraqueza do corpo a força dos espíritos ......................... 161

IV AS REPRESENTAÇÕES SIMBOLICAS DOS DEUSES E

O PROCESSO DA DEMANDA .................................................. 175

1. O espectro das cores e o jogo das forças: o branco e

o negro ......................................................................................... 180

2. O masculino e o feminino ....................................................... 204

3. O processo da demanda ........................................................... 231

CONCLUSOES ............................................................................... 253

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Qual a finalidade da umbanda?

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Qual a finalidade da umbanda?
Os adeptos dessa religião acreditam em Jesus?
Por que são discriminados e chamados de macumbeiros?
O que o umbandismo prega?
Por que nos seus rituais, sempre incorporam espíritos? O q esses espíritos querem?

Eu estive lendo q a umbanda não faz "trabalhos", quem faz esse tipo de coisa é a Quimbanda (q cultua os espíritos maus, faz macumba, bruxaria, feitiçaria, etc). É verdade?

A melhor resposta escolhida pela autora da pergunta foi a da Gaúcha PGR7C

Qual a finalidade da umbanda?

chegar ao coração das pessoas e torna-las um ser humano de verdade, alguém capaz de amar , sem preconceito, alguém realmente humilde.

CRISTO - OXALÁ NA UMBANDA
Os adeptos dessa religião acreditam em Jesus?

sim, acreditamos , apenas o chamamos de Oxalá, também sabemos que se Oxalá não permitir , nada acontece, ninguém trabalha (entidade)


Umbanda é o espiritismo de pobre?

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Sa
Resposta da Usuária Sa

 

 
Umbanda tem, sim, fundamento, que deve ser, ao menos, respeitado.

Quanto a questão cultural, é de bom tom lembrar, que, hoje em dia, existe até uma faculdade de teologia umbandista,. Basta procurar na net.

Existem médicos, advogados e até pessoas com grau de doutorado e mestrado.

E, juntamente com essa intelecutalidade, existem searas mais simples, com uma cultura mais humilde. Mas porque considerar menos importante?

UMBANDA - Guia deixar Médium?

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- Um guia deixa o médium em algum momento?
- Se o médium está nervoso/irritado, começa a sentir a troca de energia e se irrita mais ainda, seus guias podem deixá-lo?
 - O guia ABANDONA o médium em algum momento de sua vida? Isso é passageiro?

Incorporação involutária na Umbanda

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Num fórum sobre Religião e Espiritualidade um usuário perguntou:
-É Possível alguém sem preparo, ser surpreendido e incorporar/receber uma entidade ?
- O Que realmente é necessário para um umbandista ser virante (receber entidades) ?
- Quem está incorporado vê, ouve, sente ?
Tem mais
- a Queria saber quando posso receber meu guia (sou de ogum) b quais cores são, e se posso usar diariamente, ou so no momento de trabalho ?

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